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SP Rocknation agita Santo Amaro com maratona de peso, atitude e celebração do rock

Assinado por Johann Peer – jornalista (MTB/SP 65.158) e vocalista  e compositor da banda Peer & Inumanos –, o registro deste evento histórico traz o retrato de uma jornada musical que uniu gerações, estilos e sonoridades, reafirmando o poder transformador da nossa cultura ROCK e METAL.


Santo Amaro viveu um domingo histórico no dia 23 de novembro, quando o SP Rocknation transformou a região em um reduto de guitarras altas, moshpits frenéticos e uma diversidade sonora que atravessou décadas do rock. O evento, que reuniu bandas da cena independente e clássicos absolutos do gênero, celebrou a resistência cultural e a força do rock em suas múltiplas vertentes.


A FORÇA DAS BANDAS DA CENA


Quem abriu o dia de performances ao vivo foi a Social Breakdown, imprimindo velocidade e energia com seu hardcore melódico inspirado no skate punk.  Músicas como “Two Smoking Barrels”, “Nevermind”, “Self Confidence” e “Emergency” incendiaram o público em um show direto, honesto e pulsante.


Na sequência, a paulistana Quinta Dimensão trouxe um momento mais reflexivo, enfatizando letras e melodias que exploram a profundidade emocional. “Suor”, “Preço”, “Reflexo”, “Os Fracos” e “Superfície” definiram um bloco de respiro, sensibilidade e identidade, preparando o terreno para o peso que viria.

Esse peso chegou com tudo na entrada da Invokaos, que transformou o palco em um ritual de intensidade. Com faixas como “Cenobita”, “Black Cobra”, “Necrocarniçal”, “Desigualdade, Impunidade” e “A Maldição de Tomie”, a banda entregou um show visceral, crítico e imersivo. Os primeiros moshpits do dia se formaram ali, mostrando o impacto da performance no público. Na sequência ao cair da tarde, o SP ROCKNATION foi atingindo o seu ápice no que tange ao seu LINE UP, onde cada atração foi  uma a uma adicionando sua própria atmosfera — do metal moderno às raízes do thrash brasileiro, passando pela agressividade hardcore e pelas experimentações mais sombrias, reafirmando  a diversidade e a vitalidade da cena pesada paulista.

 

FERNANDO ROSA – Quando o Contrabaixo Vira Espetáculo



 Fernando Rosa trouxe ao público um espetáculo de formato híbrido: as vozes originais dos artistas ficam no telão e na mix, enquanto Fernando e a banda detonam ao vivo por cima, dando outra vida às faixas. O primeiro som conduziu a plateia a um clima épico com “2112: Grand Finale”, do Rush, preparando o terreno para uma verdadeira viagem musical.  O repertório foi estrategicamente dividido em blocos temáticos — Classic Rock, Punk Rock, Hard Rock, Metal e um bloco final — com faixas icônicas de Thin Lizzy, Black Sabbath, Deep Purple, AC/DC, Kiss, Sex Pistols, Ramones, Van Halen, Alice Cooper, Guns N’ Roses, Metallica, Megadeth, Slayer, Queen, entre outras, e por fim, brindando o público com a participação especial do  comunicador, empresário e palestrante Fabrício Ravelli, o “Monge do Rock” na bateria tocando clássicos imortais, inesquecíveis e atemporais tais como: We're  Not Gonna Take It - Twisted Sister - Any Way You Want It - Journey, Are You Gonna Go My Way? - Lenny  Kravitz, Crazy Train - Ozzy Osbourne, Eletric Eye - Judas Priest, The Trooper - Iron Maiden,  e muito mais. O encerramento apoteótico veio com o bis de “Whole Lotta Love” e “Immigrant Song”, do Led Zeppelin, arrancando aplausos ensurdecedores.

 

WORST  -  O hardcore/ thrash que pulveriza limites



Um dos nomes mais pesados do line-up, o WORST trouxe seu crossover entre hardcore, thrash e punk a níveis extremos. Com clássicos de sua discografia recente e histórica, o grupo apresentou um set destruidor, incluindo:

Inatingível, Desenterrado, Enterrado, Draining Me, Vencedores, Flesh, A Vida Não Tem Dó, Left For Shit, Zona de Potência, Transbordando Ódio, VíciosSem Dó.

O público respondeu à altura com moshpits intensos e energia ininterrupta — um dos shows mais agressivos e eletrizantes do festival.

 

BANDA MEDIT



Fundada desde os anos 2000 no ABC,  a banda MEDIT, que define seu estilo musical como meditcore, onde o som da banda se aproxima do rock e, especificamente, do hardcore, com uma abordagem que remete à atitude "faça você mesmo" (DIY) e à energia desse gênero, onde as letras da banda abordam os conflitos cotidianos da vida e a persistente posição de sempre resistir às dificuldades para existir, além de temas como o empoderamento feminino. No setlist apresentado no palco do SP ROCKNATION músicas estritamente autorais como: Bom dia pra você, Sob o Olhar do Traidor, Criadores de Monstros, Escolhas, A Queda, Não Pára e Você Não É  Especial.

A MEDIT é formada por: Ju Castadelli (Vocais), Zan (Baterista e Vocais), Ettore (Baixo), Becker (Guitarra e Back Vocais) e Alex (Guitarra).

 

KORZUS — 40 anos de thrash metal brasileiro

O encerramento ficou nas mãos de uma verdadeira lenda: KORZUS, celebrando quatro décadas de legado no metal nacional. Liderados pelo emblemático vocalista Marcelo Pompeu, a banda mostrou porque ocupa o panteão do thrash brasileiro. Com sua formação atual o KORZUS subiu ao palco do SP ROCKNATION com Marcelo Pompeu – Vocal,  Antônio Araújo e *Heros Trench – Guitarras (N.R.), Dick Siebert – Baixo e Rodrigo Oliveira – Bateria

No palco, desfilaram clássicos que moldaram gerações:

Guilty Silence”, “Raise Your Soul”, “Never Die”, “What Are You Looking For”, “Discipline Of Hate”, “Catimba”, “Vampiro”, “Respect”, “Agony”, “Internally”, “Truth”, “Guerreiros do Metal” e “Correria”.

Foi um encerramento histórico, à altura do nome da banda e do momento que o festival representou para a cena.

Um festival que uniu gerações, estilos e ideais.

Com público fiel, bandas afiadas e uma curadoria que soube misturar lendas, veteranos, novos nomes e projetos alternativos, o SP ROCKNATION consolidou Santo Amaro como um ponto estratégico do rock paulistano.

O festival provou que a música pesada segue viva, relevante e pulsante — seja pela nostalgia dos clássicos, pela força das bandas independentes ou pela energia de quem resiste e constrói cultura em meio aos desafios.

No fim do dia, ficou evidente que a CULTURA ROCK — longe de enfraquecer — permanece como uma das mais potentes expressões estéticas, sociais e culturais da cidade.

O SP ROCKNATION é prova viva disso: um grito coletivo de liberdade, identidade e pertencimento.

E, bora de ROCK AND ROLL 🔥 🎸 🎼 🎵 🎶 🤘 

 

*N.R. O SP ROCKNATION foi a última apresentação oficial do guitarrista Heros Trench após 27 anos na banda Korzus.

 
 
 

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