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Casa de Cultura Butantã recebe grande público no Festival Consciência Cultural

O Festival Consciência Cultural marcou presença na Casa de Cultura Butantã e reuniu um gande público, que acompanhou e participou ativamente das apresentações do início ao fim. Realizado pela Associação Consciência Cultural e com o apoio da Prefeitura de São Paulo, o evento tem entrada gratuita e proposta voltada ao fortalecimento de bandas autorais, reforçando a importância da ocupação dos espaços públicos e a construção de uma cena rock ativa na cidade. 


CYBERPUNCH


Abrindo as apresentações do Festival Consciência Cultural, a banda Cyberpunch trouxe ao palco um som pesado com influências do heavy tradicional, trash metal e atmosferas mais sombrias, como o gótico.


Cyberpunk é composta por Netuno Balboa nos vocais, Ruan Diego e Gabriel Henrique nas guitarras, Gabriel Gifoi na bateria e Zedu Domingues no baixo.


O vocalista Netuno surgiu no palco ao som da intro U235, com entrada impactante e usando meia máscara de caveira, que foi mantida até o fim da apresentação. Em seguida executou Furiosa, já conduzindo o público ao coro de  “Cy-ber-Punch! Cy-ber-Punch!”.


Um dos destaques da apresentação foi o trabalho de guitarras de Ruan Diego e Gabriel Henrique, com riffs bem executados e solos técnicos, que em alguns momentos lembraram a escola do thrash clássico.


 A presença de palco também teve papel central na construção do show. Netuno  realizou trocas de figurino ao longo da apresentação, enquanto a banda mantinha a intensidade com passagens instrumentais e solos que sustentaram a atenção do público, incluindo um ótimo solo de bateria de Gabriel Gifoli que reforçou o clima performático do espetáculo. 


Misturando elementos do heavy tradicional, velocidade do thrash e camadas mais sombrias de inspiração gótica, a Cyberpunch entregou uma experiência imersiva e empolgou o público na sua apresentação.




DARON


Na sequência, chega a vez do músico Eduardo Daronch, que iniciou sua trajetória com a banda Peixes Voadores e agora apresenta o projeto da sua carreira solo.


Liderado por Daronch (vocal), ao lado de Gabriel Oliveira (guitarra), Arthur Marques (baixo) e Antônio Carlos (bateria), o grupo inicia o set com Sodoma e Gomorra, trazendo um som com base no hard/heavy tradicional, riffs bem marcados e boa presença de palco do Daron.


Ainda na primeira parte da apresentação, O Escaravelho mantém essa linha com performance intensa, letra sombria e peso alinhado ao rock nacional com influências do metal clássico.


Na parte final, mandou O Cemitério, um heavy cantado em português, com riffs bem destacados e temática voltada à mortalidade, renascimento, enterrar o passado e encerrou, para delírio da galera,  com o cover da clássica Paranoid, do Black Sabbath.





NEURAL WRECK


Mantendo o nível de intensidade do festival, a Neural Wreck apresentou um set marcado por peso técnico e thrash metal progressivo. Formada por JC Martins (guitarra e vocal), Leandro Fração (guitarra), Paulo Pedraza (baixo) e Rick Borges (bateria), a banda trouxe ao palco uma performance enérgica, sustentada por riffs velozes e o vocal rasgado de JC.


Com letras voltadas a questões sociais e políticas, a Neural Wreck constrói um show que mistura elementos do metal extremo, do melódico e de estruturas progressivas, com destaques para Beneath the Wreckage of Mankind e a épica Sons of Babylon, executada com pouco mais de 10 minutos de duração.


O encerramento com Burning Priest e Mortal Obsession agradou em cheio aos fãs da música pesada, consolidando uma sonoridade que também incorpora influências do punk e reforça a identidade própria da banda dentro do thrash progressivo.




NEVARE


Encerrando o Festival Consciência Cultural na Casa de Cultura do Butantã, a Nevare, banda formada em Osasco e em atividade desde 2015, levou ao palco show com influências do post-hardcore, unindo peso e emoção em composições que tratam de superação, dualidades humanas e evolução pessoal.


Formada por Gustavo Cruz (vocal), Felipe Fontana (guitarra/voz), Ian Amorim (baixo), Phelipe Silva (guitarra) e Will Minelli (bateria), a banda rapidamente ganhou a plateia já no

primeiro som: Immutare , com entrega intensa, performance bem estruturada e destaque para o vocal de Gustavo, que conduziu essa conexão desde o início do set.


Um dos momentos de maior destaque foi a participação especial de Milton, da Bayside Kings, em Respiro, que acrescentou ainda mais energia no espetáculo e ampliou a reação do público diante do palco.


Em seguida e já no  encerramento com Luna, a Nevare pegou toda a energia presente na Casa de Cultura Butantã e  fechou o show com forte participação da plateia e confirmando um dos momentos mais marcantes do festival.






Com boa presença de público durante toda a programação e apresentações consistentes das bandas, o festival cumpriu seu papel de abrir espaço para o trabalho autoral e fortalecer a circulação da música independente na cidade. A resposta da plateia, presente do começo ao fim, confirma o interesse do público por esse tipo de iniciativa e reforça a importância da continuidade de eventos como o Festival Consciência Cultural.


Resenha por: William Nascimento

Associação Consciência Cultural



 
 
 

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