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Festival Consciência Cultural estréia na Galeria Olido e movimenta o centro de São Paulo

O Festival Consciência Cultural marcou sua estréia no sábado, 07 de março de 2026, como uma nova iniciativa da Associação Consciência Cultural, voltada ao fortalecimento da cena de rock autoral da cidade de São Paulo. A proposta do festival rompe também com a lógica tradicional de eventos centrados em headliners. No Festival Consciência Cultural, todas as bandas têm o mesmo protagonismo, valorizando a diversidade sonora e a força coletiva da cena.

A escolha da data também trouxe um significado especial: realizado na véspera do Dia Internacional da Mulher, o line-up foi pensado para destacar a presença feminina no rock, reunindo bandas que contam com mulheres em suas formações.



MotorRockBr aquece o palco com grandes clássicos do rock


A MotorRockBr esquentou o público antes das bandas autorais do festival trazendo os grandes clássicos  que marcaram diferentes gerações do rock. A formação contou com Lanyra Alegro nos vocais, Alexandre Fabbri na guitarra, Guilherme Figueiredo na bateria e João Bustamante no baixo.


O palco, montado próximo à entrada da Galeria Olido, acabou funcionando como um verdadeiro convite para quem passava pela região. O som ecoava pelas calçadas da Avenida São João, ao lado da tradicional Galeria do Rock e a cada clássico executado novos ouvintes se aproximavam para conferir o que estava acontecendo. Veteranos do rock se aproximavam ao reconhecer os primeiros riffs de "Whole Lotta Love", do Led Zeppelin, enquanto a geração que cresceu nos anos 90 respondia imediatamente ao peso de "Man in the Box", do Alice in Chains. Já o público mais jovem se deixava envolver pela interpretação e bela voz de Lanyra Alegro em "Bring Me to Life", do Evanescence.


O entrosamento entre Gui Figueiredo e Alexandre Fabbri, aliado à grande presença de palco de João Bustamante, garantiu a resposta da platéia e abriu o caminho para o restante da programação.


MotorRockBr




Insones segue com rock de pegada clássica


Abrindo a programação de bandas autorais nessa tarde de shows, sobe ao palco a Insones. Banda do cenário paulistano que está há mais de duas décadas atuando na cena independente, trouxe ao Festival Consciência Cultural a experiência de quem carrega a essência do rock de estrada.


A formação conta com Allison Insone na guitarra e vocais, Allan Ribeiro no baixo e Luester Bruno na bateria, músicos que constroem uma base sólida e encorpada para o hard rock da banda e a presença feminina da back vocal Karin “Nirak Pezybyn”, que acrescenta ainda mais dinâmica à performance, com muita energia e presença de palco, reforçando o impacto visual e musical da banda.


O show começa com “Taxi Rock” que misturou influências do rock clássico, hard rock visceral e blues com bastante barulho, guiada por riffs de guitarra sem excessos de arranjo, mas marcantes, resultando em uma música que privilegia a energia do conjunto. 


Em “Vai e Volta”, a Insones mostrou bem essa combinação de influências, com riffs que bebem no rock clássico e no blues, conduzidos por uma pegada mais crua que se aproxima do grunge.


Destaque também para os sons “Dono do Mundo”, “Assalto” e “Canibal”, onde o vocalista e guitarrista Alisson, que apareceu com visual à la Angus Young, comandou a apresentação cruzando o palco sem parar, balançando a guitarra e puxando a banda com atitude rock’n’roll, enquanto  Karin, bastante performática, ajudava a dar mais corpo às músicas com sua presença e participação nos vocais.


No palco, a Insones se destacou pela intensidade da performance e pela forte interação entre seus integrantes, com um hard rock de som encorpado, marcado por riffs de guitarra fortes e uma apresentação cheia de energia.


Insones





Medit puxa o público no grito e no refrão


Formada há cerca de seis anos na região do ABC Paulista, a Banda Medit mistura elementos do rock nacional com influências de hardcore e metalcore. No centro dessa construção está a vocalista Ju Castadelli, fundadora do grupo e principal voz da banda, que conduz as músicas com muito carisma e que rapidamente conquista a platéia.

A formação se completa com Becker na guitarra, Ettore no baixo, Alex na guitarra e Zan na bateria, que também contribui com vocais, incluindo ótimos guturais que reforçam o peso das músicas. 


Entre os momentos marcantes do repertório esteve “Outro Plano”, música gravada durante a pandemia e que traduz bem a essência da banda ao combinar peso e emoção em uma construção carregada de intensidade. Nos sons “Sob o Olhar do Traidor” e “Criadores de Monstros”, a resposta do público foi imediata. Parte da plateia acompanhou os refrões e respondeu aos chamados de Ju Castadelli, criando um dos momentos de maior interação do show, em meio a guitarras agressivas e aos vocais de apoio de Zan, que acrescentaram ainda mais peso à apresentação.


A apresentação também trouxe releituras marcantes, como “Máscaras”, da Pitty, e “Punx Não Morreram”, do Gritando HC, que reforçaram as influências da banda e logo agitaram grande parte do público que cantava junto.


Mais do que apenas executar as músicas, a Medit mostrou a essência que move o projeto: fazer rock de forma verdadeira, se divertindo no processo e falando abertamente sobre aquilo em que acredita. Com responsabilidade sobre tudo o que produz, a banda segue espalhando o 'Meditcore'.


Banda Medit





To Define: no peso e na estética da melancolia


Chega a vez da banda To Define, formada em São Paulo no ano de 2022, composta por Bea Dialleto (vocal), Joy (guitarra), Shiraishi (bateria) e Madu (baixo), trouxe uma som stoner rock, misturando peso e psicodelia, criando uma atmosfera viajante nos corredores da Galeria Olido.


A interpretação de Bea Dialleto é um dos elementos centrais da identidade da banda. Seu estilo vocal carrega um tom melancólico que contrasta com a densidade das guitarras, algo que ficou evidente ao longo da apresentação.


Na guitarra, Joy imprime personalidade ao som da banda, trazendo riffs carregados com influência do rock pesado clássico — ecos que lembram bandas como Black Sabbath, mas reinterpretados dentro de uma estética mais moderna do stoner. Madu garante uma base sólida, com graves bem presentes que se destacam facilmente e Shiraishi conduz a banda com batidas firmes e precisas, ditando o ritmo com segurança.


Entre os momentos mais marcantes do repertório estava “Monster”, um dos primeiros singles da banda, que ajudou a apresentar a proposta do grupo dentro do rock alternativo. “The Fraud” trouxe guitarras mais carregadas e um andamento mais pesado, enquanto “Sick Mind”, considerada o principal hit da banda, foi recebida com entusiasmo e com grande  parte do público acompanhando e cantando junto.


Com guitarras densas  e  boas doses de melancolia, To Define conseguiu traduzir ao vivo a proposta do grupo e apresentou um show atmosférico e  com muito peso,  reforçando ainda mais a sua presença dentro do rock alternativo.


To Define





Dianatônica conduz o show com voz marcante


Encerrando a noite, a Dianatônica manteve o nível de energia do festival lá em cima. 

A banda conduziu o público por uma apresentação sólida e cheia de atitude, fechando a primeira edição do Festival Consciência Cultural com a sensação de missão cumprida.


Formada por Diandra (voz), Jat Maia (guitarra), Karol Louise (baixo) e Eduardo Alves (bateria), Dianatônica  levou ao palco uma combinação de intensidade emocional com a energia do rock nacional.


 Diandra é  dona de uma voz marcante e cheia de personalidade, capaz de conduzir as músicas com intensidade e sensibilidade ao mesmo tempo. No palco, sua interpretação cria uma conexão natural com quem está assistindo, transformando cada música em uma narrativa emocional compartilhada com a plateia.


A abertura do show ficou por conta de Veneno, composição autoral lançada em novembro de 2025. A faixa trouxe logo de início guitarras firmes e a interpretação marcante de Diandra, com letra abordando sentimentos como raiva e as reações provocadas por situações de confronto e provocações do cotidiano.


O ótimo público presente foi intimado a cantar nos momentos de homenagem ao rock nacional feminino. Um medley dedicado a Pitty, reunindo trechos de "Admirável Chip Novo" e "Memórias", e outro celebrando Rita Lee, com clássicos como "Jardins da Babilônia", "Mania de Você" e "Erva Venenosa", foram prontamente reconhecidos pela plateia, que acompanhou as releituras em coro.


O encerramento veio com “Mantra”, reforçando a identidade autoral da banda e deixando clara a proposta da Dianatônica de usar a música como espaço de expressão emocional e reflexão. Com presença de palco segura e uma conexão real com a plateia, a banda mostrou maturidade artística e deixou uma impressão forte ao final da apresentação


Dianatônica





A estreia do Festival Consciência Cultural mostrou-se um grande acerto da Associação Consciência Cultural. Ao ocupar um espaço simbólico como a Galeria Olido com música autoral, o evento destacou a importância de iniciativas voltadas ao fortalecimento de bandas emergentes na cidade. A boa receptividade do público e dos artistas indica um caminho promissor para as próximas edições.

O debut do festival também evidenciou o potencial do Festival Consciência Cultural para se tornar um novo ponto de encontro do rock independente paulistano.


Resenha por William Nascimento

Associação Consciencia Cultural



 
 
 

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